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A Ordem Munidial na Encruzilhada da Ameaça e Segurança

Publika iha Opiniaun

 

 

 

 

A problemática do pedido de asílio dos refugiados aos países da Europa, incidindo na União Europeia, tem gerado uma onda de solidariedade e protesto pelos atores politícos e populações desses países respetivamente. Por um lado, a forte divulgação da situação dos refugiados, através dos meios de comunicação, tem exercido dois sentimentos totalmente oponentes pelos nacionais dos países da Europa. Por outro lado, por de trás desta onda migratória, sendo que o maior número dos refugiados são oriundos da Síria, causado pelo conflito e guerra, está uma série de questões  de cariz político, geoestratégico, violação de direitos humanos e segurança envolvidas.

Reportando-me ao final de 2010, altura em que se despoletaram revoltas civis pelo Norte de África estendendo-se ao Médio Oriente em busca do derrube de regimes autoritários para instauração de sistema político de cariz democrático, denominada Primavera Árabe, fez emergir o sentimento de busca por uma maior igualdade de direitos em prol de exigências económicas e sociais, procurando-se assim uma maior abertura política, e consequentemente uma maior participação dos cidadãos na esfera pública e processo de decisão nos seus países. Ainda que alguns desses países contassem com a vitória após a deposição dos seus dirigentes, o que é certo é o insucesso dessa luta mergulhada em mortes, sofrimento, violações de direitos humanos, medo e guerra face à repressão e desprezo dos regimes autoritários, respondendo com violência às contestações populares. O apoio dos Estados Unidos e da União Europeia com especial destaque do Reino Unido e da França, quer militar, quer com armamento aos grupos da oposição daqueles países, com o objetivo de instaurar a estabilidade regional, em vitude do radicalismo islâmico e terrorismo, contribuiu para aumentar e alimentar o conflito, designadamente fortalecendo o “poder” do grupo que se auto denomina de Estado Islâmico. 

Não podemos nos esquecer que ao nível interno dos países arábes, são organizados por divisões étnicas e religiosas e minorias, tratando-se, por isso, de uma situação sóciopolítica complexa.

Ao nível das esferas regional e internacional e geopolítica, a posição geográfica da Síria agrega uma série de fatores que as principais potências mundiais e regionais se envolvem numa competição política de influência na região. A Síria faz fronteira com a Turquia, o Iraque, o Líbano, a Jordânia e Israel, e como já referenciei acima tratam-se de países com divisões étnico-religiosas e que por isso envolvem questões complexas em matéria de segurança e paz no Médio Oriente. Acresce, ainda, o conflito israelo-árabe, conflito de longa data, e o medo que se alastre ao nível da região, bem como a dependência mundial no âmbito da exploração do petóleo. Assim como, é “o ultimo bastião de projeção do poder russo no Médio Oriente desde a Guerra Fria e um corredor crucial tanto de transporte de gás e petróleo para toda a região, bem como de abastecimento de material militar para o Líbano” (Santos:2014).

Por um lado, os EUA e a União Europeia contam com apoio financeiro e militar de aliados da região, nomeadamente da Arábia Saudita e do Catar, na oposição ao regime Assad. Nota-se que estamos a falar de dois países – Catar e Arábia Saudita – altamente autoritários no mundo. A ambição de influência política na região pelos EUA e aliados da União Europeia sobrepõe-se aos valores democráticos. Por outro lado, temos a China e a Rússia a apoiar o regime sirío, defensores da soberania e não ingerência em assuntos internos.

E assim se alimenta o conflito na Síria, aumentando exponencialmente o número de refugiados, que se dirigem para a Europa. Uma Europa fragilizada com a crise económica, e agora desunida na resolução da crise dos refugiados. E assim, a União Europeia vem perdendo legitimida de enquanto União política e económica de referência mundial.

 

Com este “abalo”, EUA e União Europeia, como aliados na política externa, confrontam-se com a perda de influência munidial, constituindo-se uma oportunidade de ganho de influência geoestratégica para a China e Rússia.

Balibo hotel staff ready for tourists

Publika iha Ekonomia

 

By Tahlia Sarv 

 

East Timor’s first regional hotel of an international standard is hoping to boost tourism in Balibo, after around 20 Timorese men and women were recognised at Balibo Fort Hotel for their completion of hotel and tourism training. 

 

The boutique hotel is a venture undertaken by Balibo House Trust, aimed at providing tourists with a well-managed facility in Balibo and creating non-agricultural jobs for local Timorese. 

 

The young staffs were awarded certificates to mark the end of their six months of training of the ‘Tourism Service Quality Programme: Housekeeping, Kitchen, F&B, and Tourism Operations’.

 

The Australian Supported training, which commenced in March this year, was provided by Taylor’s University Malaysia though Market Development Facility (MDF) and Balibo House Trust. 

 

Dr Frederic Bouchon, an advisor from Taylor’s University, was one of the trainers who worked closely with the new staff, in helping them to provide an international standard of heritage tourism services. 

 

“It’s very difficult to be at quite a boutique hotel level with no training or experience,” he said. “Our objectives were to give a basic training in the various hotel and tourism fundamentals.”

 

“So for all of them it is to understand what is housekeeping, what is front of office, what’s main desk, what’s kitchen and what’s tourism management,” he explained. 

 

The luxury hotel is the product of a renovated 18th century Portuguese fort, and is located just a two minute walk from the Balibo Five Flag House Memorial Room.  

 

Newly trained staff member, Florindo Da Purificacao was recognised at the ceremony and said he was extremely appreciative of the job opportunity and provided experience. 

 

“I am happy because the training has been done for six months and this is the first time Balibo people, young people, have an opportunity to be trained in Balibo,” Mr Da Purificacao said

 

“Although today is the end of everything, I’m so happy I gained the knowledge from the training.” 

 

The initiative has created 29 jobs for the construction and operation of the hotel and is expected to benefit over 60 small and medium enterprises in the district. 

 

Dr Frederic Bouchon said that by establishing a commercially viable hotel like this in Balibo, tourists can stay for a longer duration and thus strengthen the local region’s economy. 

 

“It’s a luxury hotel in a rural community so it’s good in a sense that it can bring innovation here,” he said. 

 

“The spirit of it is quite positive because it aims to redistribute the benefit of tourism to the community, it employs local people from the community.” 

 

“This hotel is very much a pioneer and setting the trends in this region,” he explained. “Beyond Dili there’s not many hotels that have this standard so the big challenge was to have staff that were able to operate and to maintain the quality.” 

 

Francis also says he’s optimistic about the sustainability of the hotel and the growth of its services. 

 

“In terms of service quality I think the staff is very good now, I think in 6 months it is a fantastic improvement and in tour guiding there’s one or two people who have been trained to take the tourists around.”

 

 

Within the fort’s renovated grounds, the hotel offers luxury accommodation, panoramic views, guided tours, a restaurant, museum and gallery. 

 

HUSI; ANTÓNIO J. CASTRO DA CUNHA

 

Normalmente, nasaun post conflict ka nasaun terceiro mundo sira sempre infrenta problema “klásiku”. Mukit, ki’ak, beik, malnutrisaun, “hamlaha”, konflitus no dezempregu nu’udar kauzas ne’ebe mosu no hamaluk nafatin prosesu dezenvolvimentu iha nasaun hirak refere. Husi problema “klásiku” ne’ebe temin iha leten, rezolve beik no dezempregu hanesan xave prinsipal atu nasaun terceiro mundo sira bele “haksoit” sai husi situasaun hirak ne’e. Dala ruma ita husu ba malu nune’e, Kok bele?

 

Beik iha kontekstu ida ne’e, la signifika katak le’e no hakerek la-hatene. Maibe beik, tuir ha’u, nia sentidu maka ema (individu) ne’ebe la iha kapasidade no abilidade atu kore-an husi problema hirak ne’ebe nia infrenta. Ema ne’ebe maka beik, sempre “goma-metin” ho dezempregu no problema “negativu” seluk ne’ebe temin ona. 

 

Tanba ne’e, dalan ida atu “haksoit” sai husi beik maka edukasaun. Edukasaun halo ema hatene ciensia no domina teknologia. No hirak hanesan ne’e, dala-barak ema temin edukadu. Ema ne’ebe edukadu (la-os hotu), sempre iha kapasidade no abilidade atu rezolve nia problema rasik. Tanba sa? tanba nia bele buka ou kria empregu ba nia an-rasik no ba ema seluk.

 

Ita bele hare’e nasaun hirak ne’ebe avansadu los ona. Maioria populasaun mesak edukadu hotu de’it. Ida ne’e mos hatudu oinsa nasaun hirak ne’e bele eziste no kompete iha mundo modernu ohin loron. Liu husi edukasaun, bele mosu jerasaun ida ne’ebe kualifikadu hodi garante ezistencia no kompetividade iha interkomunikasaun no kompetisaun mundo globalizadu. 

 

Oinsa ho Timor-Leste? Maluk sira, hanesan ita hotu hatene ona, husi inisiu kedas, governu troka dala nen (6) ona, edukasaun sempre sai atensaun no prioridade prinsipal hamutuk ho infrastrutura no saude. Hafoin restaura fali independensia iha tinan 13 liu ba, Timor-Leste adopta kedas prinsipiu edukasaun ba ema hotu. Katak timoroan hotu-hotu, riku ka ki’ak, foho-oan ka cidade-oan, bo’ot ka ki’ik, iha direitu ne’ebe hanesan, asesu ba edukasaun hodi hetan matenek no domina ciensia i teknologia. 

 

Iha situasaun Timor-Leste ohin loron, dezenvolvimentu edukasaun (formal) sei infrenta dezafius no obstaklu bo’ot tebes. Infrastrutura bázika, kúrikulu, fasilidades, laboratoriu, kualifikasaun professores, aproveitamentu estudantes, hirak ne’e hotu sai hanesan dezafius ne’ebe maka durante iha tinan sanulu ikus Timor-Leste infrenta. Maske nune’e, governo kontinua ho esforsu tomak hadi’a tuir necesidades no prioridades ne’ebe iha.

Ensinu gratuitu tuir mandatu konstituisaun haruka, fo duni kbi’it no forsa ba timoroan hotu atu aprende hakerek, le’e no sai ema matenek i útil ba an-rasik, familia, sociedade, nasaun no mundo. Matenek, liafuan ida ne’ebe iha forsa as tebes hodi dada timoroan hotu atu hamrik hanesan ho ema husi mundo tomak. 

 

Ita hotu senti orgullu bainhira akompaña no hare’e ho matan, entuziasmu, dezeiju no esperansa timoroan hotu atu bele asesu ba edukasaun. To’o ohin loron, 95% labarik timoroan tau naran ona ba eskola, hahu husi Pre-Eskolar ba to’o Ensinu Sekundariu. Joven barak kontinua sira nia estudu iha Ensino Superior hodi hasai licensiatura, no adultu lubuk ida maka reforsa sira nia matenek iha mestradu to’o dotoramentu. Maske nune’e, ita mos konciente katak, barak maka la konsege akaba sira nia estudu, tanba ejizensia moris ne’ebe iha. Dadus ne’ebe iha, mos hatudu katak númeru dizistentes timoroan husi eskola as tebes.

 

Maluk sira, tinan-tinan timoroan rihun maka kontinua sira nia estudu ba ensino superior. Barak iha rai laran, rihun mos sai ba nasaun seluk. Balun kontinua ho bolso estudu (governo no parceirus), barak mos husi esforsu rasik (familia/inan-aman). Indonesia, Tailandia, Filipina, Brazil, Portugal, Australia nu’udar fatin destinasaun ba timoroan buka matenek nian. Balun bele aproveita ho di’ak no ikus fila mai hatudu duni sira nia kualidade hodi kontribui positivamente ba dezenvolvimentu nasaun ida ne’e. Maibe barak mos maka lahetene atu halo los sa-ida. Estrañu liu tan, universitarius barak mos maka “rende” de’it iha dalan klaran, iha ne’ebe ikus mai “halai” ba Inglatera no Irlanda hodi hatutan moris.

 

Dezempregadu edukadu kontinua aumenta tinan ba tinan. Tanba sa? Tanba timoroan edukadu (dezempregadu) hirak ne’e la iha skill ka badaen ne’ebe suficiente atu tama no kompete iha kampu traballu. Se nune’e, sa ida los maka sala? Empregu maka la-iha ka timoroan maka la-prontu? Hanoin lisuk ba. Ita hotu dala ruma “baku” hirus-matan, maibe ita atu hirus los se? governo? Karik bele. Buat balun ne’ebe maka to’o oras ne’e “la’o la-los”, ita bele “komu liman” ba governo. Maibe barak liu, ita idak-idak maka tenki responsabiliza.

 

Tuir rezultadu peskiza husi Timor-Leste Labour Force Survey 2013 (TL-LFS), rezulta katak estimativa timoroan ne’ebe to’o ona tinan atu servisu hamutuk 692,200. Husi total ne’e, 213,200 maka hanesan ona forsa traballu. Númeru ida ne’e, tuir TL-LFS 2013, reprezenta taixa partisipasaun forsa traballu ne’ebe ki’ik tebes (30.6%). Dadus mos hatudu katak, husi total forsa traballu ne’ebe iha, 189,800 nu’udar empregadu no 23,400 ka 11% nu’udar dezempregadu.

 

Hafoin lori tinan naruk, nasaun ida ne’e konciente katak dezempregu ne’ebe ohin loron Timor-Leste infrenta, kauza ida maka tanba timoroan rasik la iha skill no badaen atu kompete ho ema estranjeirus. Vice-Ministru Edukasaun Abel Ximenes Lari-Sina, iha okaziaun barak hateten, traballadores estranjeirus ne’ebe servisu iha nasaun ida ne’e, manan salariu bo’ot, la’os tanba sira ema estranjeiru, maibe liu-liu tanba sira nia skill no produtividades as liu timoroan sira. 

 

Tanba ne’e, Timor-Leste nu’udar nasaun presiza iha vizaun ida estrategico no inovativu hodi hahu prepara jerasaun timoroan ne’ebe, la’os de’it kualifikadu maibe mos iha kompetividade. Nasaun ida ne’e, tantu governo komu setor privadu tenki hanoin ona, tinan 5, 10 ou 20 mai, kampu traballu Timor-Leste presiza timoroan ida ho skill oin-nusa los.

 

Maluk sira, sé ita akompaña politika VI Governo Konstitusional ne’ebe trasa liu husi Ministeriu Edukasaun, maka ita hare’e katak Governo ohin loron hahu foku ona atu dezenvolve edukasaun, liu-liu iha area tékniku vokasional. Tinan oin, 2016, governo sei hahu fazeada i gradualmente konverte Ensinu Sekundariu Geral ba Ensinu Tekniku Vokasional. Governo mos planea ona atu inisia Akademia Peska i Estudus Marinus no Politkeniku Hotelaria i Turismu iha 2016. 

 

Ida ne’e programa ida inovativu tebes. Objetivu prinsipal husi programa ne’e maka, atu prepara timoroan bele kompete iha kampu traballu tinan 5, 10 ou 20 mai. Timor-Leste ba futuru, necesita tebes atu iha tekniku ne’ebe kualifikadu ho abilidade as. Lia-fuan xave maka ne’e “Timoroan hotu tenki iha valor kompetividade”. Brevemente ita bele ko’alia katak ensino tekniku (sekundariu no terciariu) prepara timoroan atu sai kreativu no inovador. Matenek na’in ida naran Jack Welch, GE hateten nune’e “If you don’t have a competitive advantage, don’t compete”. 

 

Prezensa Ensinu Tekniku Vokasional, Akademia, Politekniku nu’udar alternativas ida ne’ebe governo sei dezenvolve hodi responde dezempregu iha futuru. Tanba ne’e, ha’u hanoin pasu ne’ebe Ministeriu Edukasaun foti, nu’udar hakat ida importante no estrategiku tebes. Maske ita hotu konciente, katak programa hirak ne’e hotu sei presiza provas no lori tempu hodi bele responde. Ema barak bele dúvidas, maibe konkorda ou lae ensinu tekniku (sekundariu no terciariu) sei haraik solusaun ba dezempregu no forsa traballu unskilled iha nasaun ida ne’e.

 

Ema matenek sira bain-bain temin nune’e, “O Nia Futuru Iha O Nia Liman Rasik”. Fraze ida ne’e fo sentidu ne’ebe kle’an tebes. Agora, ita (timoroan) idak-idak maka tenki reflekte. Sa-ida maka sai nu’udar ita nia paisaun. Sa-ida maka sai ita nia mehi iha futuru. Tanba ne’e, atu realiza mehi no paisaun ne’ebe iha, maka ema idak-idak tenki trasa planu ba sira-nia moris rasik. Matenek ida naran Casey Stengel hateten nune’e “If you don’t know where you’re going, you might end up somewhere else”. No ha’u konkorda tebes ho lia-fuan ne’e.

 

Maluk sira, Timor-Leste nu’udar nasaun tenki hahu ona ho pasu estrategiku ida ne’e. Pasu estrategiku ne’ebe bele dezenvolve no hahoris jerasaun timoroan ho koñesementu tékniku, domina ciensia, teknologia no iha kompetividade as atu kompete ho se-se de’it. Tanba se- lae, ema estranjeirus sei mai domina nafatin, no ita, timoroan sei sai ESPEKTADORES ne’ebe “di’ak” iha ita nia uma-rasik.

 

 

 

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